Araguaína instala armadilhas inteligentes após mais de 2,4 mil casos de dengue em 2026
Com mais de 2,4 mil casos confirmados de dengue neste ano, Araguaína começou a adotar novas estratégias para tentar conter o avanço da doença no município. Entre as medidas está a instalação de armadilhas inteligentes em bairros com maior incidência do mosquito Aedes aegypti.
A ação teve início nesta semana e inclui o uso de ovitrampas — dispositivos que capturam ovos do mosquito — e estações disseminadoras de larvicida, implantadas em pontos considerados críticos, como borracharias, ferros-velhos e áreas de reciclagem.
Segundo dados da Vigilância em Saúde, até a última quinta-feira (9), a cidade registrou 5.645 notificações, sendo 2.411 casos confirmados. Outros 1.739 ainda estão em investigação.
Como funcionam as armadilhas
As ovitrampas são recipientes escuros com água que atraem o mosquito para a postura de ovos. O material é recolhido semanalmente por equipes de controle e analisado em laboratório, permitindo identificar a presença e o nível de infestação em diferentes regiões da cidade.
Já as estações disseminadoras utilizam o próprio mosquito no combate à proliferação. Ao pousar no dispositivo, o inseto entra em contato com um larvicida e acaba transportando o produto para outros criadouros, interrompendo o ciclo de desenvolvimento das larvas.
De acordo com a equipe técnica, o produto utilizado possui baixa toxicidade para humanos e animais.
Foco em áreas críticas
As novas estratégias estão sendo direcionadas principalmente para bairros com maior número de focos do mosquito e locais com maior risco de proliferação.
Segundo o Centro de Controle de Zoonoses, a expectativa é reduzir a presença do vetor nessas regiões e aprimorar o monitoramento da doença no município.
Situação ainda preocupa
Apesar das medidas adotadas, o cenário ainda é considerado preocupante. Parte das notificações depende de confirmação laboratorial, o que pode elevar ainda mais o número de casos nos próximos boletins.
Especialistas reforçam que o combate à dengue não depende apenas das ações do poder público, mas também da participação da população, com cuidados como eliminar água parada e manter quintais limpos.






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