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Araguina,08/01/2026

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Aos 70 anos, estudante da UFNT emociona ao defender TCC que resgata história de resistência e retorno à educação


Aos 70 anos, estudante da UFNT emociona ao defender TCC que resgata história de resistência e retorno à educação

Aos 70 anos, Maria de Fátima Abade Barbosa protagonizou um momento histórico no campus de Tocantinópolis da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT). No dia 13 de novembro, a estudante apresentou seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) no Auditório Babaçu, encerrando uma jornada marcada por coragem, resistência e o reencontro com a educação formal após décadas longe da escola.


Orientada pela professora Iara Rodrigues da Silva, a pesquisa registra a trajetória singular de uma mulher que, apesar de ter sido excluída do processo educacional, decidiu reescrever sua história. O trabalho, intitulado “Nunca é Tarde para Aprender: A história de vida de uma mulher preta que foi excluída do processo educacional de ensino”, reúne memórias, lutas e reconstruções de dignidade. Nele, Dona Fátima narra sua vida como mulher negra camponesa, filha de quebradeira de coco babaçu, e evidencia como a educação se tornou instrumento de resistência e liberdade.


A banca avaliadora, formada pelas professoras Lindiane de Santana e Mara Pereira da Silva, destacou o caráter histórico e formativo do memorial. Em parecer conjunto, as docentes afirmaram:

“O texto de Maria de Fátima Abade Barbosa […] é um documento de força, de fé e de liberdade. É mais do que um trabalho de conclusão — é um ato de resistência, uma poesia encarnada em prosa, uma travessia escrita com lágrimas, coragem e dignidade.”


Segundo as avaliadoras, o TCC simboliza a luta coletiva das mulheres negras e camponesas, ecoando ancestralidade e reforçando o papel transformador da Educação do Campo na construção de uma universidade mais inclusiva e humanizada.



Trabalho construído em parceria



A elaboração do memorial contou também com a colaboração do acadêmico Vinicius Maciel, da LEDOC–Artes, que atuou como parceiro na organização e escrita do texto. Sua contribuição ajudou a registrar de maneira sensível e fiel a trajetória de Dona Fátima, reforçando a dimensão comunitária e solidária do curso.


A orientadora, professora Iara Rodrigues, ressaltou a relevância da pesquisa e o impacto emocional do processo. “Orientar este trabalho foi acompanhar uma travessia de coragem, memória e ancestralidade. Dona Fátima nos ensina que aprender é um gesto de resistência e que a universidade se fortalece quando acolhe histórias como a sua. Seu memorial é um documento vivo, uma escrita que cura e inspira”, afirmou.



Defesa emocionante e legado inspirador



A defesa foi aprovada com louvor e emocionou todos os presentes, reforçando o compromisso da UFNT com a valorização da diversidade de trajetórias acadêmicas e da sabedoria popular. Prestes a se tornar licenciada em Artes, Dona Maria de Fátima deixa um legado que ultrapassa os muros da universidade: a certeza de que nunca é tarde para aprender, transformar e reescrever a própria história.


A história de Dona Fátima ecoa como exemplo de determinação e inspira outras pessoas a retomarem seus sonhos, reafirmando a educação como caminho de liberdade, resistência e construção de futuro.





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