Motorista fica tetraplégico após ser baleado diante dos filhos; acusado é condenado a 14 anos de prisão em Araguaína
Rogério da Luz Santos foi condenado a 14 anos e 7 meses de prisão, em regime fechado, por tentar matar a tiros o motorista Rone Nunes de Sousa, em Araguaína. O ataque aconteceu diante dos dois filhos da vítima e deixou Rone com tetraplegia permanente.
O julgamento ocorreu na quinta-feira (24), no Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Araguaína. A sentença cabe recurso.
O crime aconteceu em 25 de março de 2025, no Setor Itaipu. Segundo informações do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), Rone dirigia um carro com os filhos quando foi abordado por Rogério, que estava em uma motocicleta e pediu que ele parasse. A abordagem e os disparos foram registrados por câmeras de segurança.
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), após uma breve conversa, Rogério efetuou os tiros contra o motorista. Mesmo ferido, Rone conseguiu arrancar com o veículo, mas bateu contra uma calçada poucos metros depois. Ele foi socorrido pelo Samu e levado ao Hospital Regional de Araguaína.
Os jurados reconheceram duas qualificadoras na tentativa de homicídio: emprego de meio que resultou em perigo comum e uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.
Durante o julgamento, a 4ª Promotoria de Justiça de Araguaína sustentou que os disparos em via pública colocaram outras pessoas em risco, inclusive os filhos de Rone. A acusação também apontou que o ataque foi rápido e inesperado, dificultando a reação da vítima.
Na definição da pena, o juiz Carlos Roberto de Sousa Dutra considerou, entre outros fatores, a presença dos filhos durante o crime, as sequelas permanentes provocadas na vítima e a reincidência do réu. A sentença também determinou o pagamento de R$ 5 mil por danos morais aos familiares da vítima e a execução imediata da pena.
Motivação
Durante as investigações, a Polícia Civil apontou ciúmes como possível motivação para o crime. Segundo a 2ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Rogério acreditava que a ex-companheira mantinha um relacionamento com Rone. Essa foi a hipótese apresentada pela investigação policial.
Rogério era procurado desde junho de 2025 e se apresentou espontaneamente à DHPP em 29 de janeiro de 2026, quando o mandado de prisão preventiva foi cumprido. Ele foi encaminhado à Unidade Prisional de Araguaína e já estava preso quando foi submetido ao julgamento.






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