Comandante da PM e secretário deixam cargos no Tocantins para disputar eleições de 2026
O cenário político do Tocantins começa a ganhar novos contornos com a saída de importantes nomes da gestão estadual. O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Márcio Mendonça, e o secretário Lázaro Botelho Martins foram exonerados de seus cargos nesta terça-feira (31) para disputar as eleições de 2026.
As exonerações foram publicadas no Diário Oficial do Estado e ocorrem dentro do prazo legal exigido pela legislação eleitoral, que determina o afastamento de ocupantes de cargos públicos que pretendem concorrer a cargos eletivos. O prazo final para desincompatibilização se encerra no próximo dia 4 de abril.
Ambos devem disputar uma vaga na Câmara Federal. Márcio Mendonça irá concorrer pelo partido Republicanos, mesma sigla do governador Wanderlei Barbosa, marcando sua primeira experiência na política eleitoral. Já Lázaro Botelho busca retornar ao Congresso Nacional pelo Progressistas (PP).
Lázaro havia sido eleito deputado federal em 2022, mas perdeu o mandato após retotalização dos votos determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins, em cumprimento a uma decisão do Supremo Tribunal Federal que alterou as regras do cálculo eleitoral proporcional. Com isso, a vaga foi assumida por Tiago Dimas, do Podemos.
Com a saída de Mendonça, o comando da Polícia Militar passa a ser exercido por Claudio Thomaz Coelho de Souza. Também houve mudanças na estrutura da corporação: Dosautomista Honorato de Melo foi nomeado chefe do Estado-Maior, enquanto Jaime Porfírio de Souza assume como subchefe.
As movimentações reforçam o início das articulações políticas no estado visando as eleições de outubro, com possíveis impactos tanto na segurança pública quanto na composição política do Tocantins nos próximos meses.






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