Seja bem-vindo
Araguina,24/02/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Governo Federal amplia crédito imobiliário e eleva limite de financiamento para imóveis de até R$ 2,25 milhões


Governo Federal amplia crédito imobiliário e eleva limite de financiamento para imóveis de até R$ 2,25 milhões


O Governo Federal anunciou um novo modelo de crédito imobiliário com o objetivo de ampliar a oferta e facilitar o acesso ao financiamento da casa própria. A medida, apresentada no ano passado, moderniza as regras de direcionamento dos recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e deve impulsionar o setor da construção civil, com reflexos diretos na geração de empregos.


As mudanças beneficiam principalmente as operações realizadas dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), voltadas à classe média. Com o novo modelo, a expectativa é ampliar o volume de investimentos no mercado imobiliário e permitir que mais famílias tenham acesso ao crédito habitacional.


Uma das principais alterações é o aumento do valor máximo dos imóveis que podem ser financiados pelo SFH, que passou de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. Segundo o presidente da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário do Tocantins (ADEMI), João Paulo Tavares, a medida amplia significativamente as opções para os compradores.


“Com o novo limite, imóveis de até cerca de R$ 2,25 milhões entram no SFH. Isso significa que imóveis de valor mais alto também podem ser financiados, ampliando as opções para quem busca o primeiro imóvel”, explicou.


Antes das mudanças, os bancos eram obrigados a destinar 65% dos depósitos da poupança ao crédito imobiliário, enquanto 20% eram recolhidos ao Banco Central e 15% tinham aplicação livre. Esse modelo restringia a expansão do crédito, especialmente em períodos de queda nos depósitos da poupança, cenário observado atualmente.


Com as novas regras, será permitida a elevação gradual do direcionamento, possibilitando que até 100% dos recursos da poupança sejam aplicados no crédito imobiliário. A medida amplia a capacidade dos bancos de conceder financiamentos conforme aumentem os depósitos, tornando o sistema mais flexível e eficiente.


Apesar das mudanças estruturais, as condições para o consumidor permanecem as mesmas. De acordo com João Paulo Tavares, as taxas de juros continuam variando, em média, entre 11% e 12,5% ao ano, com prazos de pagamento de até 35 anos. “A renda mínima exigida não mudou, mas o consumidor precisa garantir que as parcelas caibam no orçamento”, ressaltou.



Crédito para reformas



Além do novo modelo de financiamento imobiliário, o Governo Federal também anunciou uma nova linha de crédito voltada para reformas de moradias destinadas a famílias de baixa renda. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União e integra o Programa Minha Casa, Minha Vida, dentro do Novo PAC.


A linha oferece financiamentos entre R$ 5 mil e R$ 30 mil, com juros reduzidos e prazos que variam de 24 a 60 meses. Podem acessar o crédito famílias com renda bruta mensal de até R$ 9.600, divididas em duas faixas.


Na Faixa Melhoria 1, destinada a famílias com renda de até R$ 3.200, a taxa de juros é de 1,17% ao mês. Já na Faixa Melhoria 2, para rendas entre R$ 3.200,01 e R$ 9.600, a taxa é de 1,95% ao mês.


A iniciativa tem como objetivo garantir o direito à moradia adequada, reduzindo a inadequação habitacional em áreas urbanas por meio de melhorias nas condições de salubridade, segurança, habitabilidade e acessibilidade, complementando o novo modelo de crédito habitacional em vigor no país.





COMENTÁRIOS

1

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.