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Araguina,27/10/2026

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Bilionários brasileiros perdem US$ 14 bilhões após tombo do Ibovespa

g1.globo.com
Bilionários brasileiros perdem US$ 14 bilhões após tombo do Ibovespa


O que explica o ‘circuit breaker’ na bolsa de valores?
A forte turbulência nos mercados financeiros após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou perdas expressivas na bolsa brasileira nesta segunda-feira (26).
O Ibovespa, principal índice da B3, recuou mais de 10% nos primeiros minutos de negociação, levando ao acionamento do "circuit breaker", mecanismo que interrompe temporariamente as operações em momentos de queda acentuada.
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A onda de perdas também atingiu o patrimônio de alguns dos brasileiros mais ricos do mundo, especialmente aqueles ligados ao setor bancário.
Juntos, os dez brasileiros que integram a lista das 500 pessoas mais ricas do planeta perderam US$ 14 bilhões (cerca de R$ 75,6 bilhões) em um único dia, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg.
Foi a maior perda diária conjunta desse grupo desde a criação do levantamento, em 2012.
A reação negativa dos investidores ao resultado das urnas pressionou as ações de empresas de diferentes setores. Ao fim do pregão, o Ibovespa acumulou queda de 13,88%, aos 176.608 pontos.
Entre as maiores perdas do dia, a Magazine Luiza liderou a lista, com recuo de 58,23%, seguida por Vamos (-56,79%) e Hapvida (-54,93%). Empresas ligadas ao consumo, ao varejo e ao mercado imobiliário também registraram quedas, assim como os bancos. (Veja as dez maiores quedas abaixo.)
A onda de vendas atingiu ainda algumas das maiores companhias listadas na bolsa brasileira, cujas ações têm peso significativo na composição do Ibovespa.
Conhecidas como blue chips, essas ações incluem papéis de grandes bancos, da Petrobras e da Vale, que apresentaram desempenhos distintos ao longo do pregão.
No setor bancário, o Banco do Brasil registrou a maior queda, de 27,31%. As ações preferenciais do Bradesco recuaram 21,70%, enquanto as ordinárias perderam 20,65%. O BTG Pactual caiu 24,83%, e o Itaú Unibanco encerrou o dia em baixa de 13,66%.
Bilionários do setor bancário estão entre os mais afetados
André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual
Divulgação/Reprodução/LinkedIn
A desvalorização das ações dos bancos teve impacto direto sobre a fortuna de alguns de seus principais acionistas.
André Esteves, de 58 anos, fundador do BTG Pactual, viu seu patrimônio encolher US$ 3,7 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões), segundo a Bloomberg. A perda equivale a cerca de 24% de sua fortuna, estimada atualmente em US$ 12 bilhões (R$ 64,8 bilhões).
David Vélez, de 45 anos, fundador e controlador da Nu Holdings, empresa responsável pelo Nubank, perdeu aproximadamente US$ 2,3 bilhões (R$ 12,4 bilhões). Embora seja colombiano, Vélez concentra boa parte de seus negócios no Brasil, principal mercado de atuação do banco digital.
Já os irmãos Pedro e Fernando Moreira Salles, acionistas do Itaú Unibanco, registraram perdas combinadas de cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,21 bilhões).
Somados, os quatro bilionários do setor bancário tiveram aproximadamente 16% de suas fortunas reduzidas em um único dia.
Segundo a Bloomberg, o patrimônio conjunto deles ficou em US$ 45,6 bilhões (R$ 246,38 bilhões) após as perdas.
Além da queda das ações, a forte desvalorização do real frente ao dólar também contribuiu para reduzir o patrimônio dos bilionários quando convertido para a moeda americana.
O dólar fechou em alta nesta segunda-feira, com um avanço de 8,21%, cotado a R$ 5,4027.
Família Moreira Salles também registra perdas
Considerada a família mais rica do Brasil, a família Moreira Salles reúne quatro irmãos com investimentos em diferentes setores da economia.
Pedro, de 67 anos, e Fernando, de 80, mantêm participações no Itaú Unibanco. Já João e Walter venderam suas ações do banco em 2022 e são conhecidos pelo apoio ao presidente Lula.
Os investimentos de João e Walter estão concentrados principalmente em uma empresa privada de mineração e na Alpargatas, fabricante das sandálias Havaianas.
Mesmo sem participação direta no Itaú, os dois também foram afetados pela turbulência nos mercados e perderam, juntos, cerca de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,48 bilhões), segundo a Bloomberg.




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