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Araguina,29/08/2026

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Investigação aponta estrutura criminosa com atuação no transporte aéreo de drogas e armas da Bolívia e do Peru para o Brasil


Investigação aponta estrutura criminosa com atuação no transporte aéreo de drogas e armas da Bolívia e do Peru para o Brasil

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (25), a Operação Bóreas, contra uma organização criminosa suspeita de organizar voos clandestinos para transportar cocaína e armas de fogo da Bolívia e do Peru para o Brasil.


A operação cumpriu três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, além de ordens judiciais para apreensão de aeronaves e bloqueio e sequestro de bens e valores dos investigados. As medidas foram autorizadas pela 4ª Vara Federal de Palmas.


Os mandados foram cumpridos no Tocantins, Mato Grosso e Pará, com participação de equipes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal no Tocantins, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/TO) e de policiais federais do Pará.


Aviões e pistas clandestinas


Segundo a PF, o grupo investigado teria montado uma estrutura para viabilizar o transporte aéreo das cargas, incluindo a disponibilização de aeronaves, utilização de pistas clandestinas e outros meios de apoio para a entrada de drogas e armas em território brasileiro.


As investigações apontam que as cargas teriam como origem a Bolívia e o Peru. A Polícia Federal ainda não divulgou as rotas completas utilizadas pelo grupo nem os locais onde as aeronaves pousariam no Brasil.


A apuração teve origem em investigações relacionadas a apreensões de drogas realizadas no Tocantins. Até o momento, a PF não informou quais apreensões deram início ao trabalho investigativo, nem divulgou as quantidades de entorpecentes envolvidas.


Também não foram informados oficialmente o número de aeronaves atingidas pelas medidas judiciais ou o valor total dos bens e recursos bloqueados.


Empresária está entre os presos


Entre os presos está a empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, sócia e administradora do Tatu Bola Bar, localizado na região da Praça Popular, em Cuiabá.


Segundo informações divulgadas pela imprensa de Mato Grosso, ela foi levada para a Superintendência da Polícia Federal e posteriormente encaminhada ao sistema prisional após passar pelo Instituto Médico Legal.


A Polícia Federal ainda não detalhou qual seria a participação atribuída à empresária na organização. Também não há informação oficial de que o estabelecimento comercial do qual ela é sócia tenha sido utilizado pelo grupo ou seja alvo da investigação.


Outro investigado preso é Matheus Matias de Oliveira, de 28 anos, apontado como um dos principais alvos da operação. Ele seria suspeito de atuar no controle de rotas aéreas utilizadas pelo grupo, principalmente na região de Redenção, no Pará.


A identidade do terceiro preso ainda não havia sido divulgada oficialmente.


Dez investigados são procurados internacionalmente


A Polícia Federal também solicitou a inclusão de dez investigados na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para comunicar às autoridades policiais de outros países que uma pessoa é procurada e pode ser localizada e presa provisoriamente para eventual processo de extradição.


A medida, porém, não representa automaticamente um mandado internacional de prisão. Cada país avalia o pedido de acordo com a própria legislação.


Os investigados poderão responder, conforme a participação individual apontada pelas investigações, pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.


As investigações continuam para identificar outros envolvidos, esclarecer a atuação de cada integrante e dimensionar a estrutura utilizada para o transporte internacional de drogas e armas.




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