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Araguina,26/02/2026

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Casos de bronquiolite aumentam em 2025 e acendem alerta para prevenção em bebês


Casos de bronquiolite aumentam em 2025 e acendem alerta para prevenção em bebês

A chegada de um recém-nascido exige atenção redobrada dos pais e cuidadores, especialmente diante do aumento de doenças respiratórias como a bronquiolite. Dados do Pronto Atendimento Infantil (PAI), gerido pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), apontam crescimento significativo nos atendimentos de casos suspeitos em 2025.


Casos de bronquiolite aumentam em 2025 e acendem alerta para prevenção em bebês


O número de atendimentos por casos suspeitos de bronquiolite apresentou aumento expressivo em 2025. De acordo com dados do Pronto Atendimento Infantil (PAI), os registros saltaram de 574 casos em 2024 para 810 neste ano. Os meses de março, abril e maio concentraram os períodos mais críticos nos dois anos analisados.


A bronquiolite é uma infecção respiratória que afeta principalmente crianças nos primeiros meses de vida, fase em que o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento. A transmissão ocorre, na maioria das vezes, dentro de casa, por meio de tosse, espirros, beijos e contato com pessoas gripadas.


Segundo a médica Kaoma Vaz, coordenadora técnica do PAI, a doença é geralmente causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por quadros que podem evoluir com chiado no peito e dificuldade respiratória.


Sintomas de alerta


Entre os sintomas mais frequentes estão coriza, tosse, febre, respiração acelerada, cansaço ao mamar, irritabilidade e sonolência.


A especialista orienta que os responsáveis devem buscar atendimento imediato caso o bebê apresente:

Respiração rápida ou com esforço (com retração das costelas);

Lábios ou extremidades arroxeadas;

Dificuldade para se alimentar ou ingestão reduzida de líquidos;

Sonolência excessiva;

Pausas respiratórias;

Febre em bebês com menos de três meses.


“Nos primeiros meses de vida, o bebê ainda está desenvolvendo sua imunidade, seja por meio da amamentação ou pela exposição gradual a agentes infecciosos. Por isso, a vigilância dos sintomas é fundamental”, reforça a médica.


Prevenção e imunização


O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a ofertar imunização contra o VSR para gestantes a partir de 28 semanas de gestação. A estratégia permite a transferência de anticorpos da mãe para o bebê ainda no período intrauterino, ampliando a proteção nos primeiros meses de vida.


Além disso, crianças prematuras, cardiopatas, com doença pulmonar crônica, imunossuprimidas ou com outras comorbidades têm direito a uma medicação específica — um anticorpo monoclonal — indicado pelo pediatra para proteção adicional contra o vírus.


Entre as medidas preventivas recomendadas estão:

Higienização frequente das mãos antes de tocar no bebê;

Evitar aglomerações e contato com pessoas gripadas;

Manter o calendário vacinal atualizado;

Não expor a criança à fumaça de cigarro ou outros poluentes.


A orientação dos profissionais de saúde é clara: diante de sinais como dificuldade respiratória, desidratação, cansaço excessivo ou recusa alimentar, a criança deve ser avaliada por um médico o quanto antes. A prevenção e o acompanhamento atento dos sintomas são essenciais para reduzir complicações e evitar internações.




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