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Araguina,10/01/2026

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Pastor Zé Bruno critica invasão dos EUA à Venezuela e alerta evangélicos contra polarização

Líder da banda Resgate e da igreja A Casa da Rocha usa púlpito para chamar atenção à fé cristã além de “justiceiros humanos” em meio à crise geopolítica


Pastor Zé Bruno critica invasão dos EUA à Venezuela e alerta evangélicos contra polarização

 O pastor Zé Bruno, líder da banda gospel Resgate e da igreja A Casa da Rocha, repercutiu nas redes sociais e no púlpito o posicionamento sobre o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro, evento que dominou os principais noticiários internacionais em 2026.  


A ação, conduzida pela administração dos EUA, envolveu uma operação militar em Caracas que resultou na captura de Maduro e sua esposa Cilia Flores, sob acusações dos norte-americanos ligadas a narcoterrorismo, e que tem gerado intenso debate sobre sua legalidade e implicações para o direito internacional.  


Crítica ao imperialismo e cautela à fé


Em suas publicações, Zé Bruno destacou que não é possível “aplaudir uma ditadura” nem “celebrar uma intervenção militar” de uma potência global que invade outro país conforme sua conveniência. Para o pastor, a Igreja não deve se submeter à lógica de “justiceiros humanos”, mas manter-se fiel ao Evangelho e aos princípios cristãos que pregam amor, oração pelos inimigos e não violência.


O líder religioso foi ainda mais enfático ao criticar o que chamou de fé que apenas “dá banho na bactéria” — termo usado por ele para descrever cristãos que mantêm práticas religiosas superficiais, mas não promovem compaixão nem entendimento em discursos sobre conflitos e poder político.


Segundo Zé Bruno, a polarização que cerca a invasão americana e a queda do regime chavista não deve conduzir os fiéis a abraçarem narrativas simplistas que confundem fé com apoio a ações militares:


O discipulado cristão, afirmou, implica orar pelos inimigos e resistir à sedução de líderes que se apresentam como libertadores humanos, pois todos, segundo ele, continuam prisioneiros do pecado.


Contexto geopolítico


A operação dos EUA na Venezuela, que mobilizou centenas de aeronaves e forças especiais, e que segundo fontes oficiais resultou na captura de Maduro e sua esposa para julgamento nos Estados Unidos, tem provocado fortes debates sobre soberania nacional, legalidade de intervenções armadas e os rumos políticos da América Latina.  


A ação também desencadeou reações internacionais: a Venezuela solicitou à Organização das Nações Unidas (ONU) uma condenação formal à invasão, alegando violação da soberania e da Carta das Nações Unidas.  


Enquanto parte de líderes evangélicos e políticos comemorou a queda do regime chavista como um marco contra governos autoritários na região, declarações como a do pastor Zé Bruno ressaltam a necessidade de reflexão ética e espiritual, enfatizando que a fé cristã não deve ser misturada com defesa de violência ou uso de poder militar como forma de “justiça”.




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