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Araguina,14/10/2026

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MAIS DE 400 IDOSOS PARTICIPAM DE EVENTO QUE CELEBRA A VIDA E COMBATE O ABANDONO EM ARAGUAÍNA

Encerramento do projeto Aliança pela Dignidade da Pessoa Idosa reuniu música, dança e jantar, além de reforçar a importância do respeito e dos cuidados com a população idosa.


MAIS DE 400 IDOSOS PARTICIPAM DE EVENTO QUE CELEBRA A VIDA E COMBATE O ABANDONO EM ARAGUAÍNA


Mais de 400 idosos participaram, na última quinta-feira (8), do encerramento do projeto Aliança pela Dignidade da Pessoa Idosa, realizado no Centro de Convenções de Araguaína, no norte do Tocantins. O evento contou com apresentações culturais, música, dança e jantar, proporcionando uma noite de confraternização e valorização da melhor idade.


Financiado pelo Fundo Municipal dos Direitos do Idoso (FUMDI), o projeto é uma parceria entre a Prefeitura de Araguaína, o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDI) e a Casa de Articulação dos Conselhos, com apoio de instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Cantinho do Idoso, a Casa do Idoso e o Conselho Consultivo das Associações de Bairros de Araguaína (CCABA).


 Projeto levou conscientização a escolas e instituições


Iniciado em maio, o trabalho percorreu escolas municipais e estaduais, órgãos públicos e entidades da sociedade civil. As atividades abordaram temas como respeito à pessoa idosa, prevenção aos maus-tratos e combate ao abandono familiar.


A gerente da Casa de Articulação dos Conselhos, Amparo Frazão, destacou a importância de conscientizar crianças e adolescentes para fortalecer os vínculos familiares e evitar que a negligência com os idosos seja reproduzida entre gerações.


Segundo ela, as ações também alcançaram estudantes que já participam dos cuidados com os avós enquanto os pais trabalham.


O projeto contou com a participação de profissionais das áreas de saúde e educação, que também orientaram sobre doenças, cuidados e limitações físicas relacionadas ao envelhecimento. Instituições parceiras, como o Unitpac, contribuíram com as atividades.


Doações do Imposto de Renda ajudam a financiar políticas públicas


Durante o encerramento, a organização também reforçou a importância da destinação de parte do Imposto de Renda ao Fundo Municipal dos Direitos do Idoso.


De acordo com Amparo Frazão, os recursos arrecadados ajudam a financiar iniciativas voltadas à proteção, ao bem-estar e à qualidade de vida da população idosa de Araguaína.


Com o encerramento dessa etapa, as ações de conscientização e proteção social terão continuidade por meio de palestras, pré-conferências, conferências e atendimentos realizados nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).


 Música e dança contribuem para o bem-estar


Entre os participantes estava Nivaldo de Jesus, de 72 anos, que mora em Araguaína desde 2006. Ao longo dos anos, ele participou de atividades no Centro de Convivência do Idoso e nos CRAS. Há três meses, também passou a frequentar a Universidade da Maturidade (UMA).


Natural do Paraná, Nivaldo conheceu Araguaína durante viagens de trabalho relacionadas a cursos de artesanato. O acolhimento recebido na cidade o motivou a permanecer no município, onde continua produzindo arranjos florais e peças decorativas.


Para ele, a convivência social e as atividades coletivas fazem diferença na saúde e na qualidade de vida, especialmente quando envolvem música e dança.


“Faz muita diferença, até na saúde melhora muito. Principalmente quando tem um forrozinho, que eu gosto demais”, contou.


 Dança ajuda a superar o luto e retomar a convivência social


Outra participante foi Maria do Socorro Conceição da Silva, de 64 anos, que voltou a Araguaína em março, após morar por 23 anos em Aparecida de Goiânia (GO). Ela decidiu retornar para ficar perto da família depois da morte do marido, Sebastião, em dezembro do ano passado.


A dança, que aprendeu com o companheiro, tornou-se uma maneira de retomar a convivência social durante o período de luto. A participação nas atividades também foi incentivada pela mãe, de 86 anos, que frequenta grupos da melhor idade há aproximadamente quatro anos.


Maria destacou que a chegada aos 60 anos representa uma nova fase da vida, marcada pela oportunidade de aproveitar experiências e fortalecer os laços sociais.


“Chegar aos 60 anos não é estar velho. É uma idade em que a gente tem que aproveitar o que não fez na juventude, quando tudo era mais difícil”, afirmou.


A iniciativa reforça a importância de promover o envelhecimento ativo, combater o isolamento social e garantir que a população idosa tenha acesso a espaços de convivência, acolhimento e valorização em Araguaína.









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