NETO É CONDENADO A MAIS DE 20 ANOS DE PRISÃO POR TORTURAR E ESTUPRAR A PRÓPRIA AVÓ DE 83 ANOS EM ARAGUAÍNA
Um jovem de 24 anos foi condenado pela Justiça a 20 anos e quatro meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por crimes cometidos contra a própria avó, uma idosa de 83 anos, em Araguaína, no norte do Tocantins.
A condenação atende à acusação apresentada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) e reconhece a prática dos crimes de tortura, estupro e tentativa de roubo.
O caso aconteceu em maio deste ano, dentro da residência da vítima. Conforme a denúncia apresentada pela 11ª Promotoria de Justiça de Araguaína, o homem entrou na casa e passou a exigir dinheiro da avó.
Durante a ação criminosa, a idosa teria sido violentamente agredida, inclusive arrastada pelos cabelos, além de ser submetida à violência sexual. Mesmo diante da situação, ela conseguiu deixar o imóvel e buscar ajuda.
Durante as alegações finais, o promotor de Justiça Matheus Eurico Borges Carneiro destacou os impactos psicológicos provocados pela violência. Segundo ele, a vítima passou a apresentar dificuldades para dormir, medo de permanecer sozinha e temor de que o neto pudesse retornar à residência.
PENA
Ao analisar o processo, a Justiça estabeleceu a pena de 20 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de tortura, estupro e tentativa de roubo.
O réu também respondia por lesão corporal qualificada e ameaça majorada, mas foi absolvido dessas duas acusações. A decisão considerou o princípio da consunção, segundo o qual determinados crimes podem ser absorvidos por outros quando funcionam como meios para a prática dos delitos principais.
A sentença é de primeira instância e ainda pode ser contestada por meio de recurso. A prisão preventiva do condenado foi mantida.






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